Belém - PA, 24 de novembro de 2017

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Exército encerra missão de paz após 13 anos no Haiti

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  • Após 13 anos de missões e atividades voltadas à promoção da paz e ao desenvolvimento do Haiti, o Comando Militar do Norte encerrou, oficialmente, na manhã de ontem, a participação brasileira nas Missões das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah). Uma solenidade realizada no 2º Batalhão de Infantaria de Selva, localizado na avenida Almirante Barroso, marcou a despedida dos militares de mais de uma década de trabalho dedicado a reconstruir uma sociedade segura e estável naquele país localizado no Caribe e marcado por desatres naturais. Foram mais de 250 mil mortes ao longo dos últimos 20 ano. O desastre mais mortal dos últimos 20 anos foi o terremoto de janeiro de 2010, que matou mais de 220 mil pessoas.


    O comandante Militar do Norte, general de Exército Carlos Alberto Neiva Barcellos, falou sobre o legado deixado pelos militares brasileiros após 13 anos de serviços prestados ao Haiti. “Temos, de legado, aquilo que pode ser percebido, no ambiente físico, que foi a ação das nossas tropas na área de apoio, na engenharia, na segurança, na manutenção do Estado. Tem, também, um legado que não é possível de mensurar, e que está mais relacionado à nossa maneira de ser como soldados brasileiros. Como fomos percebidos pelo povo haitiano, que permitiu que nós estreitássemos laços. Foi a impressionante a maneira como nós fomos recebidos e como permanecemos lá durante estes 13 anos. Isto se deve ao nosso soldado, ao nosso militar das Forças Armadas do Brasil, pelo respeito às pessoas, pelo carinho, pela espontaneidade com que se empenhavam no cumprimento de todas as suas missões. Este é o maior legado destes 13 anos, as relações humanas, para o fortalecimento daquele povo”, afirmou. 

    Usando a tradicional boina azul, símbolo da atuação pacífica das forças da ONU, o peacekeeper Woney Oliveira, que atuou no Haiti durante seis meses, falou sobre o significado desta experiência e do que aprendeu como a população haitiana. “O Haiti me trouxe várias vivências importantes. A primeira, sem dúvida, foi a oportunidade de ter contato com um povo de outro país, outra realidade, um povo pobre, carente, sem estrutura, que sofre muito. Isto foi muito impactante para mim. Foi uma experiência muito marcante”, revelou. 

    Cerca de 37.500 militares das Forças Armadas brasileiras, sendo mais de 1.000 de tropas paraenses, integraram as tropas da Minustah no decorrer desse período. Por mais de dez anos, os militares brasileiros conseguiram pacificar a capital, Porto Príncipe, dominada, anteriormente, por gangues armadas. 

    A capacitação profissional, o bom comportamento e o relacionamento dos soldados brasileiros com a população haitiana foram elementos essenciais para os resultados alcançados, que projetaram o Brasil no cenário internacional e trouxeram ganho em experiência para as Forças Armadas brasileiras. Os resultados positivos da participação brasileira na Minustah credenciam o Brasil a novas missões das Nações Unidas no futuro.

     

    Fonte:OLiberal

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